O Ritual das Cinzas: Por que Portugal Arde Todos os Anos?

Nota de rodapé: Pedimos desculpa pelo atraso na publicação. O Sistema tentou silenciar-nos com uma avaria técnica, mas a verdade não tira férias, mesmo quando o hardware falha.

Na verdade, não queria tocar no assunto dos fogos, mas a impotência é como uma espinha entalada na garganta. Todos os anos, o mesmo guião: um calor, uma faísca, e o país arde. Mudam-se as cores das bandeiras governamentais, mas a "merda" permanece a mesma. O fumo que nos cega é, afinal, a areia que nos tentam atirar aos olhos para não vermos o que realmente está a arder em Portugal.

A Cortina de Fumo Governamental Coincidência ou não, sempre que o Sistema se vê acossado — corrupção galopante, hospitais em colapso, fronteiras abertas e o povo a empobrecer — as matas começam a arder. Os fogos não são acidentes naturais; são uma ferramenta de gestão de atenção pública. Enquanto o país chora pelas serras, ninguém fala da criminalidade, da crise hospitalar ou da traição à soberania nacional.

O Negócio do Fogo: Quem Lucra com as Cinzas? Lembram-se da piada de mau gosto que foi a angariação de fundos após tragédias passadas? Onde está o dinheiro? Quem viu o apoio chegar aos que perderam bens e vidas? A resposta é o silêncio. A elite gananciosa lucra com a desvalorização dos terrenos, com a especulação imobiliária que se segue à catástrofe e com o circo da mobilização de recursos.

Enquanto os nossos bombeiros — os verdadeiros heróis desta Nação — arriscam a vida por salários de miséria, os "senhores do poder" decretam luto nacional num tom de gozo. É o luto de fachada, aquele que serve para silenciar a revolta popular. Eles seguem a cartilha: "deixa arder, desvaloriza o terreno, constrói o teleférico". O caso da Madeira é apenas o manual de instruções aplicado a todo o território.

O Jornalixo e o Povo Condicionado É curioso notar as prioridades do Jornalixo português. Estão mais preocupados com o entretenimento vazio e com a vida das "celebridades" do que com a floresta que desaparece e a fauna que é dizimada. O povo bate palmas desde 1975, e enquanto continuarmos a aplaudir o espetáculo da miséria, eles continuarão a dirigir o fogo.

Honra aos que Ficam O que é mais penoso não é apenas o património que se perde, mas os pedaços de alma que os nossos bombeiros deixam nas serras a cada verão. Eles voltam para casa com a ausência de um amigo, de um colega, de um familiar. A estes, o nosso respeito e gratidão absoluta. Aos que decretam luto enquanto enriquecem com o fumo, apenas o desprezo de quem já não se deixa enganar.

A floresta não se incendeia por si mesma. Portugal está a ser queimado por uma agenda que nos quer ver de rastos.

A pergunta que fica é: até quando vamos permitir que o país arda para eles lucrarem?

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