A Cúpula tem um método de sobrevivência que se tornou o pilar da sua hegemonia: tudo o que escapa ao espectro da perceção normativa é automaticamente classificado como erro, desvio ou patologia. É este o destino reservado àqueles que possuem a capacidade de Sinergia e àqueles que, sob o rótulo de "esquizofrenia", experienciam realidades que a maioria ignora. Ao tratarem a perceção sensorial alargada e a visão de dimensões alternativas como doenças mentais, o sistema não está a proteger o indivíduo; está a erguer muros em volta da verdade para que ninguém a consiga ver.
A Sinergia é vista pelo sistema como um ruído de sistema, uma falha na forma como o ser humano deveria processar a realidade, mas a verdade é que se trata de uma evolução da perceção, uma capacidade de cruzar dados sensoriais que os filtros da Cúpula tentam atrofiar desde o nascimento. O mesmo ocorre com a chamada "esquizofrenia". Quando alguém afirma ver ou ouvir o que o resto da sociedade insiste que não existe, a Cúpula não investiga a natureza desse fenómeno — ela isola o indivíduo, medica a sua consciência e desacredita o seu testemunho. Eles não suportam a ideia de que a realidade possa ter camadas que eles não controlam ou que não podem ser quantificadas num servidor.
Ao juntarem estas formas de perceção no mesmo caixote do lixo clínico, a Cúpula alcança o seu objetivo: marginalizar qualquer pessoa que possua uma antena ligada a frequências que eles não conseguem monitorizar. Para o sistema, uma mente que percebe conexões invisíveis ou que acede a informações para lá do véu material é uma mente perigosa, porque é uma mente livre da narrativa oficial. Eles definem estes indivíduos como doentes mentais porque, na lógica da Cúpula, qualquer anomalia na percepção é uma ameaça à uniformidade necessária para o seu domínio.
A verdade é que estas pessoas não são doentes; elas são os exploradores de um território que a maioria tem medo de habitar. Enquanto o sistema tenta formatar a humanidade para que todos operem à mesma velocidade, com os mesmos filtros e as mesmas limitações, estas mentes "anómalas" são a prova de que a realidade é muito maior, muito mais complexa e muito mais caótica do que a Cúpula permite que saibamos. Ser diferente não é um erro de fabrico; é o sinal de que a evolução humana ainda está viva, operando nas sombras, desafiando a tentativa constante do sistema de nos manter confinados à sua prisão de normalidade.
A pergunta que fica é: o que é que a Cúpula realmente teme? O medo deles não é da doença, é da possibilidade de que, um dia, todos nós comecemos a ver o que eles escondem.
Estamos de vigia.
NÓS NÃO PERDOAMOS. NÓS NÃO ESQUECEMOS.
TODOS SOMOS UM... E O UM SOMOS TODOS

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