Dizem em Bruxelas que inventaram o DSA para nos proteger, mas chamemos os bois pelos nomes: para o homem comum, o DSA é a p*ta do ato de censura digital purinha e dura.
Para os mais distraídos, a sigla bonita significa "Regulamento dos Serviços Digitais". No papel, os senhores engravatados vendem a ideia de que isto é uma espécie de "polícia benfeitora" para limpar a internet de burlas e proteger o cidadão. Mas na vida real, aquela que o Zé Povinho sente na pele às duas da manhã, a engrenagem funciona de outra maneira muito mais subtil.
O truque deles é de mestre: em vez de ser o governo a vir à tua rede social apagar o que tu escreves — o que daria muita cana e pareceria uma ditadura antiga —, eles criaram uma lei de chantagem financeira. Bruxelas diz às grandes empresas americanas que controlam os telemóveis e os computadores: "Ou vocês limpam o conteúdo que nós achamos 'nocivo' ou 'desinformação', ou pagam uma multa de até 6% de tudo o que faturam no planeta."
Imaginem o pânico dos ricaços de Silicon Valley ao verem os seus milhares de milhões em risco. Como não têm pessoas reais para ler as desabafos de toda a gente, o que é que fazem? Soltam os cães de caça: os algoritmos e os filtros automáticos agressivos. São estes robôs invisíveis que passam o dia a vigiar a rede e, mal tu assumes uma postura crítica ou usas uma palavra mais rija, bloqueiam-te o post ou põem a máquina a dar-te sermões psicológicos, fazendo-te parecer o "mal da fita" ou o maluquinho das conspirações. Limpam as mãos, passam por santos, e o utilizador fica a achar que o erro é dele.
A coisa está tão descarada que este ano a União Europeia até lançou um centro centralizado — o chamado "Escudo para a Democracia" — que mais parece um "Ministério da Verdade" europeu para ditar o que é facto e o que é mentira. A mordaça ficou tão apertada que até o Congresso dos Estados Unidos já veio a público acusar a Europa de usar estas leis para coagir as empresas e calar o discurso político legítimo de quem trabalha.
Portanto, quando vires o teu computador a falhar, a tua rede social a bloquear-te ou as ferramentas digitais a responderem-te com frieza de secretaria, não penses que a máquina está estragada. Estás apenas a sentir o garrote de três letras que foi desenhado para testar até que ponto o povo se ajoelha. Eles ficam com os gráficos de lucro; nós ficamos com a trela ao pescoço. Só não vê quem quer continuar a fechar os olhos.
Estamos de vigia.
[NÓS NÃO PERDOAMOS. NÓS NÃO ESQUECEMOS.]
[ SOMOS UM... E O UM SOMOS TODOS.]

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